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24 de julho de 2012

O choque!

A descoberta da grávidez foi um choque de muitos mil volts de potencia. Foi uma semana da suposta viagem ao Brasil. Fui a médica de manha, que fez o exame  e que descobriu. Eu nunca vi uma pessoa tao feliz com a gravidez da outra, como a minha medica Dr. Isabel Coelho. E ria, e me abraça, e nao me largava, e eu so me apetecia chorar, sai dali correndo, fugi...E comecei a divagar, nao, aquele exame tipo de farmacia dela era uma grande porcaria e claro que nunca daria um resultado verdadeiro (kkkkk). Que ela tava quadradamente enganada por que eu tava com os sintomas de tpm, era so questao de tempo para a dita aparecer (hmmm, deve ser deve!). Dai ela me passou uma bateria de exames, e alguns remedios proprios para gravidas. Sai daquele consultorio, sentei numa calçada e comecei a chorar feito uma doida, liguei pro meu marido e mal consegui falar . Eu fiquei incredula. Em negaçao. Nem comer eu tinha vontade. E a medida que a semana avançava os enjoos aumentavam de tal maneira que eu nao podia sair da cama. A pior sensaçao da minha vida. Foram dias dificeis. Qualquer cheiro era insuportavel para meu faro agora quase canino. Consegui arrumar metade das malas. Mas dentro de mim eu sabia que nao podia viajar, embora os medicos nao fizessem restriçao alguma. Mas o enjoo era tao grande, que se eu fosse, o aviao teria que descer antes da hora prevista. E fiz, o que tinha que ser feito. Liguei no aeroporto e cancelei a viagem, com dor no coraçao, mas nao tinha jeito. E depois explicar pra familia, foi outro Deus nos acuda. O tempo passando e a rejeiçao ainda continuava, tava triste, deprimida, so dormia o dia todo, o marido coitado, sofreu horrores nessa minha fase, meu coraçao doia ao ve-lo daquele jeito. Mas eu nao podia controlar aquilo. Senti culpa por nao gostar daquela vida que estava dentro de mim, de considerar um intruso, tive vergonha de mim mesma e tive pena daquele ser .  E o tempo foi passando, agora com 3 meses o enjoo ta quase sumindo, ja nao sinto rejeiçao, mas tambem ainda nao sinto aquele amor ainda. Na ultima ecografia, ouvi o coraçao dele a bater, vi a maozinha e os pes...E  estive a conversar com algumas amigas que me disseram que passaram exatamente igual, e que isso   passa  qdo eu ver a carinha dele pela primeira vez. Inxala.

2 comentários:

Flor disse...

Oi Neide! Eu ainda não sou mamãe mas tenho diversas amigas que reagiram igualzinho você relatou e então fica tranquila que quando aquele ser lindinho olhar para você o seu coração vai se encher desse amorzão! Beijos e que bom que os enjôos já estão melhorando!
Maria Flor ( do blog FELICITARIUM )

Milena F. disse...

Oi Neide!
Ainda não tive filhos mas estudei muito o tema e atendi mães (quando eu trabalhava diretamente como psicóloga) e é normal sentir esse distanciamento no início da gravidez. A gente tem a impressão que o "amor" materno é algo inato e que vem desde a descoberta da gravidez, mas a grande MAIORIA das gestações não é assim, mas a sociedade nos impõe que seja assim. As mães geralmente passam por muitos momentos de incertezas, medos, contradições... E tudo isso é normal. Geralmente vai se atenuando ao longo da gravidez e passa quando o bebê nasce (as vezes demora um tempinho). Fique tranquila, mas se com o passar do tempo você não sentir que essas sensaçéoes vão se ajeitando, então melhor buscar um outro tipo de apoio com quem você possa dialogar de uma outra forma!
Boa sorte com essa gravidez!