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27 de novembro de 2012

Esperando uma hóspede!


Uma visita muito especial vai chegar na próxima semana do Brasil. Já estou contando os minutos :).

23 de novembro de 2012

Regresso

Agora que  passou a fase turbulenta que tudo enjoava inclusive o blog, resolvi retomar as postagens.  Acho que me faz bem e na medida do possivel vou atualizando as novidades que sao muitas....

9 de setembro de 2012

FIM DO BLOG

Ola pessoal, quero somente avisar que brevemente o blog Gohar e eu  sera definitivamente encerrado. 

16 de agosto de 2012

Idéias de decoraçao para o Eid (for home)

Agora que ando muito ociosa, ops, cheia de tempo kkkk, me bateu aquela vontade de deixar a minha casa bem aconchegante para a chegada do Eid. Entao que googlo daqui, googlo dali, vi algumas ideias simples mas que deixam o ambiente mais bonitinho. Seguem as fotos:









6 de agosto de 2012

Lado belo do Irao

 Eu super amei

24 de julho de 2012

O choque!

A descoberta da grávidez foi um choque de muitos mil volts de potencia. Foi uma semana da suposta viagem ao Brasil. Fui a médica de manha, que fez o exame  e que descobriu. Eu nunca vi uma pessoa tao feliz com a gravidez da outra, como a minha medica Dr. Isabel Coelho. E ria, e me abraça, e nao me largava, e eu so me apetecia chorar, sai dali correndo, fugi...E comecei a divagar, nao, aquele exame tipo de farmacia dela era uma grande porcaria e claro que nunca daria um resultado verdadeiro (kkkkk). Que ela tava quadradamente enganada por que eu tava com os sintomas de tpm, era so questao de tempo para a dita aparecer (hmmm, deve ser deve!). Dai ela me passou uma bateria de exames, e alguns remedios proprios para gravidas. Sai daquele consultorio, sentei numa calçada e comecei a chorar feito uma doida, liguei pro meu marido e mal consegui falar . Eu fiquei incredula. Em negaçao. Nem comer eu tinha vontade. E a medida que a semana avançava os enjoos aumentavam de tal maneira que eu nao podia sair da cama. A pior sensaçao da minha vida. Foram dias dificeis. Qualquer cheiro era insuportavel para meu faro agora quase canino. Consegui arrumar metade das malas. Mas dentro de mim eu sabia que nao podia viajar, embora os medicos nao fizessem restriçao alguma. Mas o enjoo era tao grande, que se eu fosse, o aviao teria que descer antes da hora prevista. E fiz, o que tinha que ser feito. Liguei no aeroporto e cancelei a viagem, com dor no coraçao, mas nao tinha jeito. E depois explicar pra familia, foi outro Deus nos acuda. O tempo passando e a rejeiçao ainda continuava, tava triste, deprimida, so dormia o dia todo, o marido coitado, sofreu horrores nessa minha fase, meu coraçao doia ao ve-lo daquele jeito. Mas eu nao podia controlar aquilo. Senti culpa por nao gostar daquela vida que estava dentro de mim, de considerar um intruso, tive vergonha de mim mesma e tive pena daquele ser .  E o tempo foi passando, agora com 3 meses o enjoo ta quase sumindo, ja nao sinto rejeiçao, mas tambem ainda nao sinto aquele amor ainda. Na ultima ecografia, ouvi o coraçao dele a bater, vi a maozinha e os pes...E  estive a conversar com algumas amigas que me disseram que passaram exatamente igual, e que isso   passa  qdo eu ver a carinha dele pela primeira vez. Inxala.

22 de julho de 2012

Estou ficando farta!!!

E eu que fui tentar explicar a minha mae sobre o ramadan, ela veio com todos os ataques possiveis. Pra que ramadan, se eles so vivem em guerra, se explodindo, e tals...que isso é radicalismo, exagero. E eu inutilmente tentando mostrar que os muçulmanos sao pessoas de bem, e que somente alguns comentem esses delitos. Da mesma forma que no Brasil a maioria é do bem mas existem os bandidos que fazem o estrago e que pior no Brasil morre mais gente todos os dias do que os que morrem na guerra do iraque por exemplo. E que nao é a religiao que demanda esse tipo de coisas, e que prestasse atençao nos causadores de guerra nos paises islamicos. É triste gente. Eu so queria que ela tivesse respeito pela religiao do meu marido, esse homem que todo dia me trata feito uma rainha, esse mesmo homem que ajuda tanto ela inclusive financeiramente...

12 de julho de 2012

Meus dias...

E por aqui aquele enjoo absurdo que me incapacita ate de raciocinar direito. Mesmo com remedios nao esta sendo fácil. A viagem para o Brasil foi devidamente cancelada na ultima da hora, claro que eu nao ia conseguir embarcar. Ainda estou meio confusa, baralhada a espera de dias melhores. Daqui a nada completamos os tres meses e espero que a proxima fase seja um pouco melhor, inshallah. Enquanto isso ando por aqui ocupada com minhas coisinhas, fazendo o trabalho mais leve de casa,  dormindo horrores, a minha vida tem sido dormir, mas pelo que vi  esta dentro da normalidade.

8 de junho de 2012

Já somos 3

1 de junho de 2012

Encerrando ciclos e iniciando sonhos

Tanto tempo sem aparecer por aqui...Preparando minha viagem ao Brasil, desta vez fico mais tempo do que o habitual, muitos planos para serem postos em prática. Habib ira depois e voltaremos juntos, inxala.  Espero que ele goste muito do Brasil pra ser sincera espero que ele goste tanto que nao queira mais volta :D...

9 de maio de 2012

Digam a ele que eu tambem o amo!

É cômico ver anonimos chegando aqui nesse espaço pra deixar seus argumentos (quilometricos)  e a famosa frase JESUS TE AMA!  Ja foram tantos :)    Só queria pedir encarecidamente que melhor evangelizaçao é dar de comer a quem tem fome, tratar com dignidade todas as pessoas e tenho serias duvidas de quem vem aqui postar isso cumpra esses preceitos, e pra nao fugir do assunto, da proxima vez que vierem me lembrar que Jesus me ama, por favor digam a ele que eu tambem o amo, tranquilo?

5 de maio de 2012

O amor custa muito caro

Muitos dizem que o amor não tem preço, pois é gratuito. Eu porém, discordo! O amor tem um preço alto e custa muito caro!




O amor nasce de forma gratuita, mas ao longo do “trajeto” ele vai ganhando forma e tamanho, ele também vai ganhando preço e valor.



Assim como a vida nos é dada de graça, mas ao longo da existência ela vai se tornando cara, pois precisamos mantê-la. É essa manutenção que confere valor á vida. E assim também é com o amor. Ele nasce de graça, de um simples olhar, um simples gesto, um pequeno toque, mas ele gasta e exige muito para ser mantido. É isso que no final das contas o torna caro.



O que dá preço e valor ao amor é o tempo dedicado. É o carinho oferecido. É o respeito trocado. É o romantismo diário. É a sinceridade, o cuidado, a compreensão. O que torna o amor caro é a forma singular com que se ama e se expressa esse amor.



Hoje existe muito amor barato por aí, amor momentâneo, amor sem compromisso, sem dedicação. Eu diria até, que hoje em dia o amor esta em promoção, em liquidação, pois saiu de moda, sendo encontrado em qualquer esquina, vendido e comprado por qualquer cifra.



Amar para mim é como apostar na bolsa de valores, um dia em alta, outro em baixa, mas tem que haver coragem para apostar, dedicação, acompanhamento, manutenção diária. Os riscos de sucesso e fracasso são os mesmos. Hoje poucos estão dispostos a apostar alto no amor, a se doar e se dedicar por inteiro. Pois isso exige muito tempo, coisa que as pessoas julgam não ter... coisas que as pessoas não estão dispostas a dar, e por isso se contentam com amores que nada custam, pois nada é doado. É por isso também o amor verdadeiro a cada dia que passa se torna mais caro. Um artigo raro e de luxo, que poucos tem.

byLRBueno

15 de abril de 2012

Brasil por um neozelandês - Living in Brasil – going the other way

Desde que chegamos aqui, é sempre comum os neozelandeses nos perguntarem porque deixamos o Brasil. E aqueles que já passaram férias lá, custam a entender o que nos fez deixar de um país tão bonito, com espírito constante de festa, com um clima quente, para virmos morar nesta ilha longe de tudo. Acontece que passar férias no Brasil é bem diferente de viver lá. Até mesmo brasileiros que moram aqui e passam férias no Brasil acabam criando uma ilusão de que tudo por lá é maravilhoso. Aqueles que decidem voltar baseados nesta ilusão, normalmente se arrependem.




Assim, achei muito legal ter conversado com o Rod Halliday, que é um neozelandês com uma história bem diferente da maioria. Ele conheceu a namorada brasileira aqui, e quando ela decidiu voltar para o Brasil, ele decidiu acompanhá-la. Mais uma história de amor muito bonita!



Encontrei o Rod em uma festa de amigos comuns quando ele veio passear aqui durante a copa de rugby. Achei muito interessante ouvir a opinião de um Kiwi que realmente se mudou para o Brasil para viver lá. E, como já era de se esperar, viver no Brasil tem sido um grande desafio para ele.



Eu pedi para ele escrever um post para mim e ele gentilmente aceitou colaborar com meu blog. Abaixo o texto dele já traduzido para o português. Depois a versão original em inglês.



“Tendo nascido Kiwi e sendo criado como tal, que ama o rugby e a uma bebedeira de vez em quando, nunca imaginei que me encontraria com uma menina bonita brasileira e acabaria vivendo no Brasil. Mas quando o amor toma conta do seu coração você nunca sabe exatamente onde você vai acabar na vida. De todos os brasileiros que conheci na Nova Zelândia eu estimo que cerca de 80% deles pretendem ficar na Nova Zelândia e começar uma vida nova. Mas eu acabei conhecendo alguém que estava entre os outros 20% que não querem ficar longe do Brasil. Então, no ano passado, fizemos as malas e viemos para o Brasil para criar uma nova vida. Eu deixei para trás meu próprio negócio, uma profissão e, claro, meus amigos e família.



Vivemos aqui por mais de um ano em uma cidade linda do litoral em Santa Catarina, que tem um clima fantástico. Eu gosto de meu churrasco semanal e eu estou aprendendo um novo idioma, o que sempre foi um dos meus objetivos na vida. O português é uma língua difícil, mas estou melhorando, dia após dia. Com certeza, não há melhor lugar para aprender uma língua do que no próprio país em que ela é o primeiro idioma. Embora o começo de vida em qualquer país novo seja sempre difícil, há um monte de coisas aqui no Brasil que fazem esse processo mais difícil e às vezes incrivelmente frustrante.



A primeira meta ao chegar em qualquer país novo, é encontrar alguma renda através de um emprego. Chegar no Brasil sem um monte de dinheiro foi um grande erro para nós. Apesar de termos um apartamento para viver (muita sorte), você ainda precisa comer e pagar as contas e encontrar um emprego aqui acabou por ser muito difícil. Minha companheira é uma profissional qualificada da área de saúde e após a aplicação para vários cargos públicos com um salário de mais ou menos R$1200/mês, ela continua desempregada depois de um ano e não recebeu uma única carta ou e-mail vinda de qualquer empregador informando que ela não havia sido escolhida. Um emprego na iniciativa privada, perto da costa bonita de 'Bombinhas', teve 200 candidatos e estava pagando o salário mínimo. Ela não entendeu, e se decepcionou ainda mais, quando descobriu que teria que pagar R$100 pelo “privilégio” de fazer um exame de 3 horas em um domingo de manhã. Tentar ganhar dinheiro é incrívelmente difícil aqui e eu cheguei à conclusão de que o Brasil é muito mais um país sobre "quem você conhece” e não tanto sobre "o que você conhece", como é na Nova Zelândia. O salário mínimo aqui no Brasil é ridiculamente baixo e é um insulto, especialmente para aqueles que têm alguma formação. Na maioria dos casos, o salário mínimo só permite que uma pessoa possa sobreviver se ela viver com seus pais.



A maioria das coisas boas que aconteceram para nós desde que chegamos no Brasil surgiram como resultado de conexões familiares, amigos ou colegas de trabalho. O Brasil é como uma teia de aranha grande e complicada que conecta uma enorme gama de pessoas, mas que é impossível de ver ou compreender. Para conseguir um bom trabalho em uma empresa privada, você realmente precisa fazer parte da “teia” correta. E para conseguir um bom trabalho no setor público, você precisa para estar no topo dos 2% de pessoas intelectuais já que todos os cargos no setor público são baseados em Concursos que aparecem apenas para testar o intelecto e conhecimentos gerais, em oposição à experiência, conhecimento técnico, habilidade de tomada de decisão, habilidades interpessoais ou outros atributos-chave que pode fazer alguém mais apropriado para um trabalho mais do que uma pessoa com conhecimento puramente acadêmico.



Então, da minha experiência aqui, eu vejo a grande maioria dos jovens caindo em um buraco de desesperança. Isso é estranho porque no Brasil é dada uma enorme importância ao grau de formação da pessoa, até mais do que na Nova Zelândia, e há muitos profissionais altamente qualificados aqui. Mas aonde estão os postos de trabalho e onde está o salário que reflete as qualificações que muitas pessoas possuem é o que eu me pergunto.



Dada esta situação, o problema maciço de crimes violentos no Brasil começa a fazer algum sentido para mim. Sem emprego e sem um sistema de bem-estar para à população para atender as necessidades básicas, as pessoas com famílias que não podem ter alimentos para si ou para seus filhos, naturalmente, vão sair e roubar. Eu faria o mesmo se eu estivesse em uma situação desesperada e tivesse uma família com fome em casa? Provavelmente! É um instinto básico de sobrevivência e e de proteção à sua família e em tempos de desespero assim, a moral e a consciência social saem pela janela. Adicione a isso os traficantes que vendem drogas para essas pessoas sem esperança e você tem um grande problema social. Assim sendo, você tem sempre que ter cuidado no Brasil. Eu aprendi a estar sempre atento ao que acontece à minha volta e nunca baixar a guarda. Isto pode ser muito cansativo e é algo que eu não costumava precisar fazer.



Acima de tudo, o que mais me decepciona no Brasil são as histórias sem fim de corrupção. Todas as noites assistindo o Jornal Nacional, é sempre a mesma coisa. A maioria das notícias são cheias de histórias de crime e corrupção e, como Kiwi eu não posso tolerar a injustiça ou abuso de poder que é o que está acontecendo em uma escala inacreditável no Brasil. De políticos, à policiais e prefeito, a corrupção é ilimitada.



Dê poder ou responsabilidade a alguém, combinado com acesso ao dinheiro, e a tentação de abusar dessa posição é vergonhosamente alta. Infelizmente, este país está tomado pelo câncer da corrupção ao mais alto nível e que parece impossível de ser eliminado. É muito difícil para mim, ouvir histórias de crime de colarinho branco na casa dos milhões de reais sendo cometidos diariamente, quando todos ao meu redor são pessoas lutando para pagar contas ou colocar comida na mesa.



O Brasil tem tanto potencial com o seu vasto território e recursos naturais abundantes, como petróleo, gás, açúcar, feijão e café; e tem a capacidade inata de ganhar muito dinheiro vendendo estes produtos para o mundo. O Brasil não é como alguns outros países onde não há recursos naturais para o comércio. Aqui tem muita coisa para fazer muito dinheiro. Por isso, não posso aceitar comentários que ouço de que o Brasil é pobre, ou se referindo a outros países, por exemplo, a Europa, como sendo tão rica. O Brasil é rico. Há também um monte de terra não utilizada disponível para pasto ou a produção de alimentos que ainda tem que ser aproveitada e isso não inclui áreas ecologicamente importantes. Fiquei sabendo recentemente que apenas 20% de terra disponível no Brasil está sendo utilizada para agricultura. E mesmo sendo este o caso, a Brasil recentemente subiu para a sexta maior economia do mundo e agora está acima da Grã-Bretanha. Quando esta notícia chegou ao Brasil, as pessoas ficaram muito orgulhosas de seu país. E com razão. Mas, apesar do Brasil estar rapidamente se tornando uma potência econômica no mundo, a distribuição de sua riqueza é o onde as coisas vão muito mal. Para o brasileiro da classe média, a vida ainda é difícil, os salários são espantosamente baixos, eles trabalham longas horas e os indíces de violência são muito altos.



É comum ouvir as pessoas aqui reclamando sobre a corrupção entre os políticos, dos altos impostos e da falta de planejamento de infra-estrutura. Eu estava em um churrasco no último fim de semana com as colegas de faculdade da minha namorada, conversando com duas pessoas que eu nunca tinha conhecido e não demorou muito para elas expressarem sua frustração com o sistema aqui no Brasil. “Não votem para os políticos corruptos ", eles comentaram, “e virá outro grupo de reformistas promissores que muitas vezes vêem a mesma oportunidade de ouro para roubar". Depois de ouvir isso, eu sempre pergunto então qual é a solução para o Brasil . E a resposta é sempre a mesma. "Não tem solução". A cultura é arraigada no sistema. É como um câncer terminal. Você pode tentar operar e cortá-lo, mas ele simplesmente continua voltando. A melhor resposta que me foi dada até agora é que foram os colonizadores Portugueses, 500 anos atrás, que trouxeram a mentalidade da corrupção que instalou-se no sistema político que existe até hoje.



Esta mentalidade e atitude também pode explicar a minha observação de que o número de regras e leis que devem ser obedecidas no Brasil é diretamente proporcional à quantidade de poder e dinheiro que você tem. Quanto mais dinheiro você tem, mais problemas você pode resolver na conversa ou comprar uma “solução”. Eu percebi que no Brasil, um monte de coisas (e funcionários) estão à venda. O cara dirigindo a 150km/hr na BR101 ou o cara que tenta cortar a fila na loteria. É tudo a mesma coisa para mim. Classe social é predominante aqui e é tudo baseado em torno do poder e dinheiro. A arrogância desse tipo de pessoas faz meu sangue ferver. Na Nova Zelândia, alguém que age como se fosse o dono do lugar ou age como alguém que se acha melhor ou mais importante que os outros, é imediatamente “cortado”. Esta aversão dos neozelandeses à pessoas que “se acham”, é chamado de "tall poppy syndrome" e é visto como um aspecto negativo da cultura da Nova Zelândia porque é prejudicial para o crescimento pessoal e empresarial. Mas pelo menos isso ajuda a eliminar atitudes baseadas em classes sociais. Talvez o Brasil precisasse de uma dose disso.



Costumo olhar para fora da janela do nosso apartamento para a cidade agitada e fico imaginando como algumas indústrias, setores e sistemas realmente funcionam. Com tanta desorganização, demora e atraso no mundo dos negócios, a corrupção e desonestidade, de algum modo as coisas ainda acontecem. É um sistema único, que tem uma forma única e, muitas vezes caótica de funcionar. Isto é Brasil. Ame-o ou o odeie, é deste jeito que as coisas são e é provável que sejam por um tempo muito longo. Se o resto do mundo pode fazer negócios com um sistema como este é algo questionável. Mas estou certo de que o mundo vai encontrar um caminho. O Brasil é muito importante para ser ignorado. Quando cheguei no Brasil eu estava ciente de que o Brasil estava crescendo, e procurei por oportunidades de negócios. Eu gastei literalmente centenas de horas pesquisando várias possibilidades desde exportação de café à exportação de cerveja, mas eu cheguei sempre à mesma conclusão de que, como um gringo que não conhece ninguém aqui, é muito difícil. Há muita corrupção, incerteza e eu não acho que haja igualdade de condições, quando se trata de negócios aqui. Você tem que estar conectado e se manter fora do caminho dos 'big boys'. Achei impossível montar um modelo financeiro confiável de todos os custos e retornos. Havia muitas incertezas e incógnitas para mim para tentar alguma coisa, e nos negócios, são as "incógnitas" que irão destruí-lo. A única maneira que eu consideraria um negócio aqui é se eu pudesse encontrar uma pessoa bem relacionada em quem eu pudesse confiar 100%.



A grande maioria das pessoas aqui trabalham duro, muitas vezes fazendo longas horas e ganhando pouco. Mas, quando o trabalho termina, os brasileiros gostam de ver a família, socializar, tomar uma bebida e festar. Isto é o que eu gosto daqui. Os neozelandeses são um pouco “Ingleses” e um pouco chatos, enquanto que aqui parece que há mais brilho e vida nas pessoas. Talvez o calor tenha algo a ver com isso.



No geral, eu tenho a dizer que viver no Brasil é muito mais difícil do que eu pensava que seria. Se você está bem conectado com as pessoas em posições influentes e que têm dinheiro, a vida no Brasil pode ser muito boa, de fato. Se você não for, então boa sorte para você. Mas a experiência de viver aqui e entender a cultura da minha namorada tem sido muito boa para mim. Eu entendi agora de onde vêm muitas de suas idéias, atitudes e opiniões e isso nos ajudou a compreender melhor um ao outro.



Agora eu entendo porque ela nunca ficava animada sobre nada até que aquilo se tornasse real. É porque no Brasil você nunca pode contar com suas galinhas até que choquem (traduzi literalmente mas acho que fez sentido; a outra opção seria uma expressão muito feia para colocar aqui no blog ;-). Tantas coisas podem mudar aqui e ali e tem muita conversa e promessas que nunca se concretizam. Isso me leva à loucura, mas por enquanto vamos continuar tentando, e desfrutando da experiência de viver nesse lugar muitas vezes louco. A vida é sobre desafios pessoais e este é certamente um deles para mim.”

FONTE: blog nossa vida na Nova Zelandia







13 de abril de 2012

Tornei-me muçulmana por convicçao! Parte I

Finalmente a Marie Claire liberou a entrevista :D
Meu primeiro emprego foi aos 16 anos, a contragosto do meu pai — um militar machista e ciumento, que nunca deixou minha mãe trabalhar. De vez em quando me dava mesada, mas eu queria ter independência financeira e fazer uma poupancinha. Sempre fui obstinada e dedicada. Até terminar a faculdade, trabalhei e estudei ao mesmo tempo. Durante o fim da adolescência e começo da vida adulta, quase não pensava em namorar e raramente ia para a balada atrás de algum paquera porque vivia cansada de tanto estudar e trabalhar.




Conheci o meu primeiro namorado por causa de uma foto. Eu tinha 18 anos e uma amiga em comum mostrou uma fotografia minha a um rapaz chamado Amaral. Ele quis me conhecer e ela deu meu telefone. Passamos três meses conversando até criarmos coragem para marcar um encontro. Foi amor à primeira vista. Ficamos dois anos juntos e foi com ele que perdi a virgindade, aos 19. Levei o rapaz uma vez à minha casa, mas meu pai, ciumento que é, não gostou dele. Para evitar confusão, passamos dois anos nos encontrando às escondidas. Ele me deixava na esquina para meu pai não vê-lo. Estava apaixonada e sonhava em me casar, mas ele não queria se casar antes de ter um bom emprego e uma casa. O namoro esfriou e nos separamos logo que passei no vestibular para administração de empresas.



Durante a faculdade, tive poucos relacionamentos. A maioria dos garotos não queria nada sério. Isso me desanimava a paquerar. Nessa época, comecei a trabalhar em um instituto de sustentabilidade e descobri minha vocação. Um ano depois de formada, tinha comprado meu apartamento, estava empregada na área de que gostava e satisfeita com a vida. Por causa do trabalho, me vi sozinha no feriado de Réveillon. Todos que conhecia estavam fora da cidade ou em algum programa familiar. Entediada, decidi ir passar a virada do ano vendo os shows na Avenida Paulista, em São Paulo, onde moro. No fundo, tinha o objetivo de encontrar um namorado naquela noite.



Vesti até uma saia vermelha para dar sorte e fui, meio receosa, meio animada. Encontrei um casal jovem no metrô e logo fiz amizade com eles. Durante a noite, acabei desistindo de encontrar um namorado e fiquei curtindo os shows. Quando voltávamos para o metrô, percebi que um rapaz estava me olhando. ‘Achei você muito bonita’, disse ele. Eu também tinha gostado dele e abri um sorriso. Ele se aproximou e disse que seu nome era Mohammad. Não dava para perceber que ele era estrangeiro pela aparência. Tinha um sotaque carregado, mas falava bem o português, pois vivia no Brasil havia quatro anos. Apresentou os amigos e contou que eram todos iranianos. Eu e minha nova amiga nos olhamos e falamos baixinho: ‘São homens-bomba’. Na época, tinha todos os preconceitos comuns em relação ao mundo árabe. Mesmo assim, não resisti quando ele pediu meu telefone. Ele me ligou e marcamos um encontro em um shopping. Ficamos conversando sobre nossas vidas e descobri que ele era xiita. Confesso que, na hora, não entendi direito o que aquilo significava. Mais tarde, fui saber que era a divisão do islã que concentra os grupos mais radicais, embora nem todos os xiitas sejam fanáticos. A família dele era do Irã e os tios moravam no Brasil. Por isso, Mohammad tinha vindo tentar a vida no país.



Nossa relação começou de forma leve e natural. Nunca senti que nos casaríamos, pois sabia que ele iria acabar com alguém da cultura dele. A relação era tão boa que continuei levando. Ele me falava do país dele, dos costumes, me ensinava a fazer comida iraniana, e eu ficava cada vez mais encantada com a maneira que ele via o mundo. Eu o via rezar voltado para Meca e achava a fé dele muito bonita. Foi quando comecei a estudar a cultura islâmica, sem ele saber. Queria saber tudo sobre o islã e a cultura do Irã. E o principal, queria entender como eram as mulheres iranianas, minhas rivais imaginárias.



Compreendi que, para os muçulmanos, os relacionamentos são mais sérios do que para os brasileiros. Conhecer alguém e envolver-se é algo que se faz com cuidado, diferentemente da nossa sociedade, na qual é comum flertar, ficar e, talvez, nunca mais falar com a pessoa. O sexo só aconteceu depois que fizemos um juramento. Uma espécie de ensaio para o casamento. Foi feito apenas entre nós dois, em árabe. Na época, nem sabia o que estava dizendo. Ele apenas ditou as palavras que eu teria de dizer. Repeti porque achei que aquilo era importante para ele. Ao contrário do que muitos imaginam, os xiitas podem ter relacionamentos antes do casamento. É como se fosse um noivado, um ensaio para saber se a vida a dois vai dar certo. Os muçulmanos sunitas não podem fazer isso. Quando se envolvem com alguém, já existe a intenção de se casar.



Mas essas eram coisas que eu só iria aprender depois. Naquele momento, estava apenas apaixonada por um homem lindo que me pediu para recitar algumas palavras em árabe. Foi quando ficamos juntos pela primeira vez, e foi mais uma experiência de descoberta mesmo — saber como era o sexo para cada um, uma vez que tínhamos diferenças de culturas. Não fiquei tensa. Agi com naturalidade e não me senti intimidada pelo fato de ele ser muçulmano. Senti que ele era menos atirado do que os brasileiros, que chegam rapidinho a etapa final da transa. Ele gostava das preliminares e fazia de tudo para me agradar. Quando o sexo acabava, me mimava. Fazia carinho no rosto, como se estivesse desenhando meus traços. E sempre cozinhava para mim nesses momentos.



Nessa época, ninguém da minha família se metia na minha vida. Apenas contei que estava namorando um iraniano. Nunca o levei em casa. O relacionamento com os tios dele era bem distante também, apesar de eles serem casados com brasileiras. Nossa vida era reservada, uma espécie de longa lua de mel. Eu pensava em me converter, mas ao mesmo tempo não queria ser mais uma brasileira que virou muçulmana para se casar. Foram seis meses de paixão até que Mohammad passou a falar em voltar ao país dele. Fiquei com medo do choque cultural que seria morar no Irã. Apesar de admirar cada vez mais a religião muçulmana, sabia a diferença entre religião e cultura. E também que a vida das mulheres no Irã não era fácil.

.TODOS OS CREDITOS PARA A REVISTA MARIE CLARIE BRASIL

Tornei-me muçulmana por convicçao! Parte II

Finalmente a Marie Clarie liberou :D


Como a situação de imigrante dele não era legalizada, Mohammad acabou indo embora. Eu chorei muito, mas desde o início sabia que seria uma relação passageira. Mesmo separada dele, passei a me interessar mais pelo mundo árabe. Era como um passatempo, um hobby. Primeiro fui fazer aula de dança do ventre. Depois fiquei instigada com as músicas e decidi estudar árabe. Foi uma espécie de desintoxicação de muitos anos de renúncia a uma vida totalmente austera.




Passei a ter um grupo de amigos árabes e uma vida social mais intensa. Minha conversão aconteceu aos poucos. Primeiro parei de comer carne de porco. Depois passei a estudar o Corão, o livro sagrado dos muçulmanos. Eu me identificava com a ideia de um deus único sem imagens. Também percebi a imagem distorcida que temos do Islã. No Corão, está escrito que ninguém tem o direito de matar nem tirar a vida de outro. A ideia do homem-bomba, que inclusive eu tinha na cabeça, é fruto de grupos extremistas fanáticos, que colocam o nome de deus onde querem, uma minoria entre a comunidade muçulmana. Percebi que é uma religião que prega a igualdade entre os povos.



‘La Ilaha Ill’allah’, estava escrito no alto da primeira mesquista aonde fui. É um dos versos de início do Corão e significa: ‘Não há outro deus além de Alá’. Era uma mesquita sunita, onde vou até hoje. Tentei frequentar templos xiitas, mas, apesar do meu contato com Mohammad, eu me identifiquei mais com os sunitas, mesmo porque a comunidade islâmica do Brasil é, em sua maioria, sunita, o que facilita o contato e a aproximação com livros e a cultura.



Quando finalmente me converti, decidi adotar o hijab, o tão criticado véu. Também passei a usar roupas de manga longa que não deixam meus braços de fora e respeitar a tradição do recato do Islã. Significa ter toda uma postura de se preservar, mostrar pouco o corpo e se expor menos. Passei seis meses de véu, mas ouvi tantas críticas na rua que desisti de usá-lo no dia a dia. A gota d’água foi quando fui agredida verbalmente por um médico do trabalho porque vestia o hijab durante a consulta. Ele ficou revoltado quando soube que eu era brasileira e tinha me convertido. Chegou a gritar que eu não podia praticar uma religião tão diferente da minha cultura.



Lembrei do Corão, que nessas horas nos sugere manter a paz, e saí do consultório em silêncio. Até hoje fico perplexa com o número de pessoas que me perguntam por que me converti, como se eu tivesse escolhido viver em uma prisão por causa de um véu ou da forma de me vestir. Se eu fosse espírita ou evangélica ou praticasse uma religião africana, talvez fosse normal, mas vivo na pele todo o preconceito que existe contra o mundo muçulmano. Ironicamente, o insulto mais comum é o mesmo que pensei de Mohammad quando o vi: ‘mulher-bomba’.



Decidi voltar a usar o véu quando estiver mais preparada psicologicamente para lidar com essas agressões. Eu só coloco o hijab na mesquita, nos dias de oração e nas datas religiosas. Algumas amigas brasileiras também convertidas adotaram até o niqab, que é a roupa que cobre o corpo todo e deixa apenas o rosto de fora. Confesso que acho lindo e adoro me ver de véu. Ao contrário do que dizem, me sinto até mais bonita quando estou com a minha beleza semivelada. Mas ainda preciso preparar o meu interior para enfrentar o choque cultural de me assumir muçulmana no Brasil.



Os únicos que nunca me criticaram pela minha decisão foram meus parentes. Ao contrário. Meu pai adorou quando eu usei o véu pela primeira vez e também gosta das músicas. Ainda é algo muito novo, e acho que preciso estudar o Corão mais para compreender a religião que adotei. Só sei que sinto uma imensa paz interior quando rezo na mesquita, lado a lado com as outras mulheres, como manda a tradição. Penso que sou feliz. Apesar de ter sofrido um pouco no meu primeiro Ramadã, o mês de jejum onde não se pode comer nem beber nada durante o dia, estou conectada comigo mesma.



Um dia Mohammad soube que tinha me convertido e me escreveu do Irã, surpreso. No e-mail, perguntou se eu queria ir para o país dele. Adorei o contato e, apesar de ainda gostar um pouco dele, decidi me afastar. Meses depois ele me enviou uma mensagem de texto no celular e descobri que está no Brasil. Ainda não nos encontramos, fico apreensiva ao pensar em vê-lo. Fico feliz de ter realizado sonhos que tinha determinado para minha vida: meu apartamento e minha independência. Mas ainda carrego o velho sonhos de casar e ter filhos.



Um dia, na aula de religião, fui surpreendida por um rapaz que disse que me observava na mesquita e que queria um compromisso — o que significa o início de um casamento. Fiquei comovida, mas não entrei no Islã para encontrar marido, e só vou aceitar um casamento quanto meu coração bater por alguém. Apesar de seguir a religião muçulmana, ainda tenho minha cultura, na qual casar é por amor.



* todos os nomes foram trocados a pedido da entrevistada



10 de abril de 2012

Importante! Casamento com Depressão.

8 de abril de 2012

Quarto de casal

Algumas dicas para manter o equilibrio e a boa organizaçao.
Deve ser o melhor lugar de uma casa, um refúgio apaixonante e reservado para o descanso e a intimidade do casal. Faça desse ambiente um recanto especial com tecidos confortáveis e bonitos nas roupas de cama, tapetes, cortinas, capas de almofadas, toalhas. Decore-o com fotos do casal em momentos felizes e românticos, quadros ou esculturas de casais e objetos aos pares como velas, quadros e vasos com flores. Abuse das boas lembranças e de tudo o que significa e celebre o amor para o casal. Evite material de trabalho, computador, televisão, fotos da família e, principalmente, de "ex". Se não for possível se livrar dos aparelhos eletrônicos, retire-os da tomada ou esconda-os com um tecido durante a noite.




1 de abril de 2012

5 antibioticos mais tarde...

Depois de ter sido nocauteada 5 vezes pela mesma pneumonia, que chegou causando danos irreversiveis (graças a Deus, nao na minha saude) mas na minha faculdade me obrigando   a trancar/congelar matricula me fazendo adiar por mais um ano o inicio do curso. É preciso paciencia e esperança por que nem sempre as coisas acontecem conforme planejamos! Entao que agora acabo de tomar o 5 e espero que ultimo antibiotico. Foi difícil, doloroso, muitos momentos de lagrimas de desespero. Muitas vezes pensei que nao tinha força suficiente para sair dessa. Mas ainda bem que estava enganada. Se foi algum tipo de purificaçao? Eu espero que sim. E agora junto a força, a vontade de viver que tomei juntamete com cada medicamento e me sinto mais revigorada, mais sã para continuar a minha jornada e sempre agradecida  pelo maravilhoso dom da vida.

25 de março de 2012

Seja protagonista da sua própria vida e não platéia da minha.

Seja protagonista da sua própria história. Viver a vida dos outros é ser apenas um figurante. PENSE NISSO!

18 de março de 2012

Mulheres que amam demais O LIVRO

Este livro, é destinado para as mulheres que amam demais que vivem em relacionamentos destrutivos mas mesmo assim nao conseguem abrir mao da relaçao nem do parceiro e pior ainda nao conseguem tomar atitudes para retornar ao equilibrio.
Quem quiser ler é só abrir o livro bem AQUI.
Boas leituras.




14 de março de 2012

Cruzando o deserto em busca de um oásis!

Entende apenas quem tem um habib na vida, ne?

13 de março de 2012

Você pode curar a sua vida - O FILME

Você Pode Curar Sua Vida expõe o método de Louise L. Hay para você livrar-se de crenças negativas que geram infelicidade. Ela explica que crenças e idéias erradas freqüentemente são a causa de muitas doenças, que o ressentimento, as críticas, a culpa e o ódio são os padrões mais prejudiciais à felicidade, explica como esses sentimentos negativos se voltam contra nós e mostra como você pode mudar seu modo de pensar e melhorar sua qualidade de vida.  
Entao que dessa vez vou postar o livro nao em pdf, mas em forma de video. 









9 de março de 2012

Mulheres de Hijab 3 e restantes

7 de março de 2012

Mulheres de Hijab 2

5 de março de 2012

Mulheres de Hijab

Sou Guerreira!

3 de março de 2012

Facebook X Blogger

É verdade que com a adesao ao Facebook o blog fica abondonadinho, tadinho... Mas é que o Face é muito versátl, serve de Blog, de msn, de twitter...e as vezes essa versao aqui cai no abondono provisorio.  Mas nao nao pretendo abondar esse espaço aqui, e se tiver demorado sair um post ja sabem, culpa do Face  :D.  

21 de fevereiro de 2012

Masala Chai

É o chá com especiarias encontrado na India e Paquistao. Eu adoro e ja nao consigo passar sem. Ja prefiro o chai do que o cafe, e nesse friozinho daqui entao nem penso duas vezes. Ainda bem que aqui nos encontramos com muita facilidade nas lojinhas indianas, nao so o chai como as dezenas de especiarias e temperos indianos, eu amooo. Se alguem quiser encomendar qdo eu for para o Brasil é so avisar...

19 de fevereiro de 2012

Assustas-me!

Assustas-me com tanta sensibilidade, Mr. Gohar. 

Pessoas que partem!


Lembrança com névoa das tardes alegres na presença do cardeal. Olhos vibrantes, voz macia, sorriso que marca. A vida seguiu o seu curso, o desejo inquieto de saber o que seria da menina dos cabelos curtos nunca cessou. Eis que te encontrei ao mesmo tempo que ja havia te perdido. Doce Karine, descanse em Paz.
Sua Majestade, o Ipê Amarelo do rio Corumbá. Quanta beleza um Ipê Amarelo pode espalhar?

Penso no quanto é bela a lei judaica que instrui seu povo a deixar parte da colheita para os viajantes e os animais; linda também a forma como os muçulmanos se referem a Deus: "o Clemente, o Misericordioso". Dos cristãos, o espanto constante de pensar que o Reino de Deus pode estar mesmo dentro de nós. Coisas que confortam o coração e não precisam ser questionadas, porque apaziguam de dentro para fora. Sempre quis mais saber o que há de comum entre as religiões do que as diferenças entre elas. Só aqueles princípios que trazem conforto em vez de culpa, que permitem a um libanês sentir compaixão de um estadunidense e vice-versa, que resistem ao desafio real, cotidiano, da ética, da beleza, da lógica e da intuição - só esses deveriam importar.  Karine Peixoto                                                                                                                                                                                  Homenagem postuma a Jornalista, Antropologa, poetisa Karine Peixoto. Ipameri Go  06-06-1979   Goiania  16-06-2011

12 de fevereiro de 2012

Ouro do Tolo


10 de fevereiro de 2012

Casamento não é magica!

Estar casado não é garantia de felizes para sempre! É preciso  cuidado diario, constante. Quando assumimos o compromisso com a outra pessoa  não significa que ta tudo pronto e acabado. Nada disso. O que faz isso possivel é travar uma luta diaria para conservaçao do mesmo. É preciso cuidar, é preciso se casar todos os dias, para que a força nao se  acabe. Por que quando nao se cuida a perda pode ser inevitável.  Muitos casamentos acabam por que nao foi cultivado. E quem é casado sabe que é dificil manter um casamento.Não é fácil.  É ter nas maos todos os dias o cuidado com a vida do outro. Não é a toa que a aliança fica do lado esquerdo que é justamente o lado do afeto, da  emoçao. Quando se coloca uma aliança no dedo é para constatar que  nao se esta mais sozinha. Que a partir de agora eu partilho a minha vida com ele. Ter casa, constituir familia é deixar de pensar so em voce. Ja nao se pode mais pensar so em você . O pra sempre  tem que ser cultivado todos os dias senao acaba tambem, tem que ser cuidado hora por  hora, dia por dia, minuto a minuto.É preciso cuidar para que a relaçao seja boa, é preciso  descobrir no dia a dia como fazer para esta relaçao fique sempre bem, ser estavel por que nao tera milagres.

8 de fevereiro de 2012

Por que o Islao me conquistou?

Não, não fui coagida, nem obrigada, nem pressionada, nem influenciada a me tornar  muçulmana. Foi um escolha consciente, madura. Eu fui lá e vi com os meus próprios olhos  o que significava as normas e preceitos. Fiquei inquieta. Nunca mais meu coraçao nao me deixou em paz. Só descansei no dia da minha Sahada. Dentre  tantas coisas, que espero voltar para registrar aqui, é o cuidado com os pais e avós. Não ha margem para erro,nem ha parenteses, nem mas. a responsabilidade é dos crentes, aqui, leia-se muçulmanos. Não é opçao cuidar dos meus pais e avos, é uma obrigaçao. Ah, minha gente só isso aqui mudou para sempre a visao que ate entao eu tinha pelo islao...E quanto mais eu cumpro esse mandamento, mais eu sinto, sim eu tomei a decisao certa, o meu lugar é mesmo aqui. Allah Akbar!


6 de fevereiro de 2012

Me tornei muçulmana por convicçao

Curiosidade mata! Dava muita coisa pra saber quem foi que escreveu um artigo para a revista Marie Claire brasileira para a sessao Eu, leitora, com este título ai Me tornei muçulmana por convicçao, infelizmente eu nao consigo acessar. Se alguem souber ou tiver a materia envia ae!

4 de fevereiro de 2012

Muçulmanas do Brasil - Utilidade Pública

Aviso importante para as mulheres muçulmanas do Brasil. Leiam!
Assalamo alaikum wa rahmatullahi wa barakatuh, irmãos e irmãs... esta mensagem é IMPORTANTE e gostaria que todos lessem até o fim, mesmo que não queiram ou possam ajudar!

Há muitos anos, desde que me converti ao Islam, escuto casos (e de alguns até fui testemunha ocular) de mulheres que sofrem abusos dos respectivos cônjuges. Algumas mulheres são descaradamente enganadas, em suas parcas condições de entendimento do din (por serem recém convertidas, ou simplesmente por virem de uma cultura tão equivocada); outras são lesadas após o casamento; outras agredidas moral, emocional ou fisicamente; etc e tals...

Por ter total convicção que a lei laica não compreende as necessidades e direitos de uma muçulmana, quero, insha'Allah, catalogar o maior número de casos de abusos sofridos pelas mulheres brasileiras (e/ou descendentes de árabes vivendo no Brasil) e formar um dossiê.
Meu objetivo é apresentar este documento às autoridades islâmicas do país e exigir que haja um Conselho Supremo de Ulemá a fim de julgar estes casos... como é feito na maioria dos países com um número razoável de muçulmanos.
Vocês poderão alegar que no Brasil o número de muçulmanos é pequeno, mas, como somos parte de um país imenso, mesmo sendo pequeno em relação à população, somos muitos! Também, o passaporte brasileiro é muito bem quisto no mundo, por isso, muitas de nós somos ludibriadas por causa de nossas condições favoráveis...

Creio que muitos casos de abuso ocorrem pela falta de proteção de nossas mulheres... é dever nosso, como ummah, proteger àquelas que não possuem um respaldo e apoio em suas famílias ou comunidades.

Aqueles que conhecerem mulheres que passaram ou passam por problemas, por favor, deem o meu e-mail ledepa@gmail.com e peçam que elas entrem em contato comigo. Digam que os nomes estarão resguardados, a menos que elas próprias queiram divulgá-los.

Que Allah, swt, nos abençoe e facilite para que possamos aliviar o sofrimento desnecessário destas irmãs!

3 de fevereiro de 2012

Decoração romântica

Olha que ideia mais fofa pra as fotos nossas de cada dia. Lindo ne?

1 de fevereiro de 2012

Arte

Achei o máximo, e voce pode conferir mais no site do autor bem aqui.

29 de janeiro de 2012

Segredo das mulheres felizes no casamento O Livro


Olá pessoal, tudo bem por aí? O assunto agora é a procura pela felicidade matrimonial. Claro, que o amor tem que ser a base, mas isso não invalida que ajustes sejam feitos constantemente né não? E na minha opinião, esse livro ai é uma pérola para o universo feminino.
Tem umas dicas super importantes. Fala da importancia de conhecer melhor o seu marido, e o porquê satisfazer as necessidades dele e, claro, as suas também. Não se neglicencie. Os autores lembram que até as brigas devem ter um caráter assertivo e que os momentos de intimidade tem q ser frequentes. E acima de tudo, assuma a responsabilidade por sua própria felicidade, não delegue essa tarefa a seu companheiro . Vá a luta. Depois da leitura você vai perceber que os homens são eternos  meninos e precisam se sentir cuidados... E que cuidar e manter a sua feminilidade, além de deixar sua estima lá nas alturas só vai turbinar a relação de vocês. Lets go girls, pegue uma xícara de café, sente no sofá mais  próximo  e abra o livro nesse link  AQUI. Boas leituras. E voltem para deixar a opinião de vocês, ok? Boas leituras

O perfume dele

Perfume delicioso, ficaadica, para quem esta pensando comprar para o seu  respectivo. O marido esta usando  e super aprovo. É ma ra vi lho so, a fragrancia é espetacular, e o design da embalagem lembra uma barra de ouro, é caro mas vale super a pena!

26 de janeiro de 2012

Ele não está a fim de você! O Livro

Das autoras do filme Sex and City. O livro da umas dicas básicas para ajudar a perceber seu verdadeiro valor e não correr atras de filhodaeguanenhum,  homem nenhum que  não esteja realmente interessado em você.  Chega de sofrer horrores ao redor do telefone, msn, facebook, email esperando pelo fulano. Depois de ler, voce vai saber que quando o homem ta a fim não há desculpa no mundo que o impeça de estar contigo. Se quiserem ler, já sabem, é só avisar. 

22 de janeiro de 2012

Little mosque on the prairie

Ou em português, Pequena Mesquita na Pradaria, aborda temas religiosos, precisamente sobre o Islao, tentando mostrar que sim, é uma religião aberta. As personagens trazem uma nova luz sobre o ainda incompreendido islao. Devia ser uma serie para ser transmitida mundialmente. Super vale a pena ver. É  muito engraçada e educativa nao tem nada a haver com o conceito que se tem, que se mostra, ou que se dao a entender sobre o islamismo e os muçulmanos, e ainda revela como cristaos e muçulmanos podem conviver lado a lado sem confrontos.

16 de janeiro de 2012

Vencendo o medo de voar: Turbulência - como o avião voa


14 de janeiro de 2012

Visitar a Mesquita de Lisboa

Muitas pessoas chegam ao blog com a frase de pesquisa: Como visitar a Mesquita de Lisboa. É para essas pessoas que deixo algumas dicas, se você deseja fazer uma visita, poderá fazê-la aos sabados a tarde, onde há uma reuniao para quem queira conhecer um pouco mais sobre o Islão. As reunioes sao dirigidas pelo Sheikh Zabbir e começam as 16:00 hs, e como a mesquita é muito grande, o melhor é que  perguntem à entrada onde é a reuniao, que serao logo encaminhados a ela. As senhoras levem um lenço, ou cachecol, ou uma pashimira, para cobrirem a cabeça, quando entrarem. Para informaçoes adicionais sugiro que entrem na página da Mesquita Central de Lisboa esta aqui.
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13 de janeiro de 2012

Doenças que começam com a mente.


O resfriado ocorre quando o corpo nao chora.
A dor de garganta entope quando não é possivel
comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem
sair.
O diabetes invade quando a solidão doi.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido de vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
O coração infarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiranizam.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

Prestem atenção!
O plantio é livre, a colheita é obrigatória...Preste atenção no que você está plantando, pois será a mesma
coisa que você irá colher.

Autor desconhecido.














Obrigada Criss Freitas!

Regra:
Repassar o selo para mais 10 blogs amigos.
 Espero que gostem, mesmo que nao usem hijab podem aderir ao selo sem problema ;)



Repassar o selo para mais 10 blogs amigos.
 Espero que gostem, mesmo que nao usem hijab podem aderir ao selo sem problema ;)

Pelo selinho :). 

9 de janeiro de 2012

O início


Não conheci meu marido pela internet como a maioria das senhoras/garotas/mulheres que estão na blogosfera e tem um amor paquistanes, o que foi muito favoravel pra mim. Conheci meu marido no local de trabalho dele. É um shopping aqui perto da minha casa que eu  recusava air por que era muito confuso, cheio de indiano, africano, chines,  e sei la mais o que, uma verdadeira Babilonia. Então que em julho de 2009 estava indo para o Brasil e precisava comprar presentes para levar e como estava sem tempo  tive mesmo que ser ali. Cheguei, perguntei pelos artigos, perguntei pelos preços, dei uma choradinha por um desconto (mania de pobre), sai, voltei de novo e fiz a minha compra. O rapaz era muito atraente. Alto. Moreno.Bonito. Simpático. Conclui as minhas compras naturalmente, a seguir fui ao macdonald comer alguma coisa por que ja passava das 3 da tarde e tava faminta e quando tava na fila me surpreendi com ele atras de mim. Verdade mesmo? |o| entao que sentamos na mesma mesa conversamos por uns breves instantes e tive que ir correndo por que tava quase na hora do meu embarque. Depois de  30 dias lindos  regressei a Portugal e precisava ir a este shopping reparar um artigo que havia comprado, e ele sempre atencioso, simpatico, dai  novamente fomos ao mac, conversamos sobre a viagem, nos tornamos amigos, ate que um dia ele me perguntou se eu queria ser namorada dele, e eu respondi categoricamente NAO! Isso nao vai dar certo, vc é muçulmano, eu sou catolica praticante, eu gosto de festas, de estar com meus amigos, nao ha hipotese.  O tempo passou e mesmo com meu nega ele nao foi embora, nos tornamos amigos inseparaveis, eu ja o via com uns olhos diferentes :)  podia contar com ele para qualquer situaçao. Até que fiquei doente. Tive que fazer uma cirurgia sozinha em Portugal e quem foi que cuidou de mim?? Ele. De dia, de noite, nao me deixou sozinha. Nao me senti desamparada. O coraçao que ja estava balançado, acelerou de vez. Para mim aquela foi a maior prova de amor. Ele ja tinha ganho o meu coraçao. Nunca me arrependi. Foi a decisao mais certa que ja tomei.  Esta fase ficou marcada  pela musica do Vitor e Leo: VOCE VAI ME VENCER, EU VOU ME APAIXONAR, NAO HA MAIS O QUE DECIDIR !!!!

8 de janeiro de 2012

Conselho antes de casar com um homem muçulmano. Top + de 2011








Informação antes dos Conselhos



Um muçulmano pode casar com cristãs, judias e muçulmanas. Mas não é uma cristã ou judia qualquer (e também não uma muçulmana qualquer). No caso de excepção, para ele se casar com uma cristã ou judia, a sua futura esposa tem que ser praticante da sua própria religião, não deve ter dúvidas sobre se Deus existe ou não, não deve usar roupas que revelam muito do seu corpo (ou seja, têm que respeitar a Tora ou o Evangelho no que toca a roupa), não deve cometer actos imorais que vão contra as Escrituras da religião dela, etc.



Isto é porque no Alcorão consta:







"E [permitidas para casar são] mulheres castas dentre os crentes e mulheres castas dentre aqueles a quem foi revelada a Escritura antes de vós quando lhes oferecerem a sua devida compensação [i.e. dote], desejando castidade, não relações sexuais ilícitas ou tendo amantes [secretos]. E quem negar a fé - o seu trabalho tornar-se-á sem valor, e ele, na Próxima Vida, estará entre os perdedores." (5:5)



Muitas pessoas distorcem os versos sobre casamento no Alcorão alegando que os homens só podem casar com virgens e que o Alcorão encoraja isso. Não é verdade. O Alcorão encoraja sim os homens a casar com "mulheres castas", ou seja, que não tenham relações fora do casamento ou que sejam promíscuas. Estas podem ser virgens, divorciadas ou viúvas. E este requerimento é tanto para muçulmanas como para cristãs e judias. E não é só para o caso das mulheres. As muçulmanas também devem só casar com homens castos muçulmanos (Leia aqui sobre as muçulmanas só poderem casar com muçulmanos) como é apresentado no verso seguinte:





"O fornicador não casa excepto com uma fornicadora ou politeísta, e ninguém casa com ela senão um fornicador* ou politeísta, e isso [i.e. casamento com este tipo de pessoas] foi feito ilícito para os crentes." (24:3)



*Nota: Incluído nesta regra está também o adúltero. Este tipo de pessoas não podem ser casadas com crentes a não ser que se arrependam e se reformem.



Ou seja, o que eu quero concluir com esta informação é que os casamentos feitos entre muçulmanos e cristãs ou judias ultimamente tem levado um rumo contra os ensinamentos do próprio Islam. Porque o muçulmano em geral, nesta fase de ignorância na religião, até entre a comunidade muçulmana, não quer saber do carácter da sua futura esposa não-muçulmana e depois arrepende-se; e a esposa não-muçulmana arrepende-se também porque devia ter pesquisado sobre a religião do seu marido antes de casar e devia ter-se inteirado das regras e condições de um casamento com um muçulmano e também dos direitos que tem sobre o seu marido (e isto também se aplica em alguns casos de convertidas que se casam antes de ter o conhecimento total sobre casamento no Islam).





Os Conselhos



Antes de casar com um muçulmano, a mulher muçulmana (se não tiver mahram para tratar do casamento por ela), cristã ou judia deve:





Primeiro de tudo, saber das intenções do pretendente e saber se ele se quer casar de facto ou quer só "brincar". Infelizmente, e não só na comunidade muçulmana, existem homens que não gostam de compromissos e podem enganar muitas mulheres. Por isso, a mulher tem que ser séria neste ponto e ver se ele fala a verdade ou é só "promessas bonitas" que depois acabam num espaço de um mês. Trate do caso com profissionalismo e deixe as emoções de lado por um tempo.

Pesquisar sobre a religião do pretendente e inteirar-se daquilo que ele acredita. NÃO se deve iludir com a atitude "relaxada" que ele apresenta para com a sua religião. Em muitos casos, o muçulmano muda muito depois de se casar e começa a pensar mais na sua religião por causa das responsabilidades que ganha depois do casamento. Esta mudança pode torná-lo mais consciente da sua identidade ou não, mas vale mais estar preparada do que tentar remediar depois.

Saber que no Islam, a religião dos futuros filhos tem que ser o Islam e que ela não tem escolha nisto. Algo muito importante que é muitas vezes esquecido e depois vemos histórias aterradoras de mulheres que ficaram sem os filhos e os homens também, etc. Para ser sincera, é dos dois lados. Sei também de muitas histórias de mulheres não-muçulmanas que casaram com muçulmanos de outros países e que elas fugiram com os filhos e os pais nunca mais tiveram contacto com eles porque os filhos nasceram no país das mães. Nada do jogo das coitadinhas que fazem entrevistas para fazer as pessoas ver a sua infelicidade no casamento com um muçulmano porque quem tem culpa são os próprios casais que são ignorantes da religião uns dos outros, incluindo muçulmanos que não entendem a responsabilidade de casar com alguém que não é muçulmana. E também a atitude ignorante de pensar que todos os casamentos inter-culturais/ inter-raciais são canja de galinha - requerem bastante trabalho e entendimento, não é algo fácil.

Sobre o assunto de ficar com os filhos ou não depois de um divórcio, no Islam o direito é dado aos pais que são muçulmanos (homem ou mulher). Ou seja, se o pai for muçulmano e depois se tornar não muçulmano, a mulher tem o direito à custódia dos filhos até porque é automaticamente divorciada dele porque uma muçulmana não pode estar casada com um não-muçulmano. E se o caso for um pai muçulmano, então ele tem direito à custódia dos filhos se se divorciar de uma mulher não-muçulmana, excepto em certos casos (e estes casos têm que ser SEMPRE dirigidos a um sábio islâmico, não interessa a situação - regra de ouro: saibam sempre dos vossos direitos no Islam).



A mulher deve então, depois de saber e pesquisar aquilo que mencionei em cima, chegar a um acordo com o pretendente nos seguintes pontos:





Quando quer ter filhos (passado um ano, dois, três, etc... ou até logo depois de casar). Isto é importante porque em algumas culturas "casamento = filhos". E na sociedade ocidental isso é pouco provável acontecer logo depois do casamento. Por isso, cheguem a um acordo, e a mulher deve fazer questão de adicionar essa condição no seu contracto de casamento islâmico para proteger essa promessa (IMPORTANTÍSSIMO!).

Saber que tem direito a um mahr (dote)* e estipular um preço razoável.

*Nota: Ao contrário do que aparece nas revistas, telenovelas, notícias armadas, etc, o dote não é equivalente ao que uma mulher "vale", é apenas algo dado como presente e como garantia de sustento para ela mesma depois de se casar. Este dote NÃO é para ser usado pelo marido mesmo que seja para coisas da casa ou para pagar a celebração do casamento. O dote é para a mulher só e ela gasta como lhe bem entender. Se ela quiser pagar seja o que for para a casa ou casamento, então que o faça, mas ninguém pode usar o dinheiro dela sem a sua permissão e isto aplica-se também se ela trabalhar.



Outro termo importante é se o pretendente concorda que ela trabalhe ou não. Se quiser trabalhar e ele concordar com a sua decisão, faça favor de pôr isso no contracto também.

Chegar a um acordo sobre onde viver (cidade diferente, outro país, etc).

Saber que não tem que viver com a família dele! Algo muito apresentado nos mídia e que por vezes acontece muito nos países maioritariamente muçulmanos. Mas os mídia só não apresentam a regra islâmica sobre este assunto... A mulher tem o direito de ter a sua própria casa, não é obrigada a servir os seus sogros (mas é bom fazê-lo em termos de respeito como ajudar na cozinha quando é visita, etc), não é obrigada a seguir ordens dos seus sogros, nem coisas do género. A mulher só tem obrigações para com o seu marido. Por isso, estipule no contracto se quer uma casa para si ou não (e aconselho a que estipule que sim. Sogra é sogra, não interessa de que religião, côr ou cultura for).

Estar consciente que em algumas culturas, especialmente culturas africanas, a família é muito unida e por vezes isso se pode tornar como uma "invasão de espaço" para quem não está habituado. Estipule o número de visitas por semana, discuta sobre isso com o pretendente e saiba se é costume na família passar noites em casa uns dos outros, etc.

De resto, tem que estipular quaisquer condições no contracto que veja que são importantes no seu casamento, desde que estas condições não entrem em conflito com os ensinamentos islâmicos, saiba se as condições são permitidas com o sheikh que fizer o vosso contracto e, para ficar do lado seguro, pesquise também na Internet e pergunte a sheikhs online. (Recomendo o website www.islamqa.com. Todos os websites de veredictos islâmicos são pelo menos em inglês para a maior parte das pessoas entenderem. Este website tem opção de várias línguas se as entender melhor. Ainda não tem em português.)



Estes são os conselhos que me consegui lembrar até agora. Se alguém quiser saber mais, deixe comentário , o texto foi extraido do bloghttp://islamemportugues.blogspot.com/




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6 de janeiro de 2012

Hora do Pesadelo - Parte 1


Quando ousei contemplar aquelas montanhas  nao imaginava o poder de atraçao que elas exerciam sobre seus admiradores. E quanto mais eu
me aproximava mais elas me atraiam para si, ate  me encontrar num ponto que nao tinha mais volta. A exuberancia daqueles vales foi estrategicamente escolhido para servir de prisão. Quando dei por mim, estava diante dos soldados com suas armas de batalha. Estava em território inimigo e de acordo com o sistema eu era inimiga  Já não havia mais nada a fazer, a partir daquele momento eu era uma prisioneira de guerra. Sem entender nada  fui levada para uma instalaçao onde  havia  outras pessoas inclusive da minha família. E na primeira e arriscada  oportunidade perguntei do que se tratava aquela situaçao, apenas me foi dito que já levavam mais de 6 meses ali e que estavam a espera de um possivel acordo entre instituiçoes governamentais para serem libertados, e que antes já tentaram sem sucesso a fuga, sendo duramente castigados sob pena de morte se ocorresse mais uma vez. Um sentimento  de desespero supremo de angústia que atravessava a alma. Já sentia o cheiro da minha própria morte embora houvesse la no fundo uma esperança minima de tentar fazer-lhes entender que eu partilhava da mesma fé. Mas seria inútil qualquer tentativa de comunicaçao. Já não havia mais tempo, nossos algozes nos puseram no jipe e nos levavam para um lugar desconhecido que bem sabíamos qual seria o desfecho, nesse exato momento  faltava-me o ar. Contorcia-me para retomar meu equilibrio e foi dai que acordei do MALDITO PESADELO!  Quase morri sufocada . Dava um bom argumento para filme de suspense
Mas isso ai foi um dos pesadelos que eu tenho tido desde que voltei aos antibioticos esta semana. O pesadelo de ontem foi pior, acordei com os cabelos todos molhados, me sentei na cozinha e rezava a Deus para nao me deixar dormir novamente. Seguem cenas do proximo capitulo. Ah, e de acordo com a bula, o remedio causa alucinaçoes. Ta explicado ne? Como eu sofro!

4 de janeiro de 2012

Desonrada



Relata a vida de  Mukhtar Mai, uma paquistanesa que se transformou em símbolo da luta feminina.  De acordo com  livro, Mukhtar Mai foi até o conselho da aldeia onde nasceu e viveu até então para pedir clemência por seu irmão, um menino de 12 anos que estava sendo julgado por supostamente ter se envolvido com uma menina de um clã superior.A punição determinada pelo chefe do tal clã superior foi o estupro coletivo de  Mukhtar Mai em um chão de terra batida, por  inúmeros homens, um após o outro. Não costumo opinar sobre fatos ou costumes culturais, pois acho de uma prepotência sem limites quem julga os costumes e tradições alheios como selvagens, atrasados ou coisa similar, mas independente de cultura ou de tradição, a violência contra a mulher, ou contra qualquer ser, jamais pode ser admitida e é sempre absurda, selvagem e inaceitável.
Por mais absurdo que pareça, esse não é um caso isolado e agressões desse tipo vêm acontecendo todos os dias, ano após ano, em diversas partes do mundo.
O  fato de   uma vítima de um crime tão bárbaro ter a coragem de expor sua dor diante do mundo inteiro para denunciar a forma como a mulher é tratada em seu país é de uma relevância muito grande, pois foi com esse relato que se iniciou um movimento para contestar e rever hábitos profundamente arraigados na sociedade paquistanesa.
Um livro que causa revolta, que conscientiza , que alerta e que faz brotar, pela indignação, a vontade de fazer algo, por menor que seja, para barrar qualquer ato que venha a violar a dignidade humana. 
Quem quiser ler esse livro é só me enviar um e-mail que envio o PDF, certo?

1 de janeiro de 2012

Re - Começar

Sinto dentro de mim uma profunda gratidão à Deus por tudo que me concedeu até aqui onde me encontro. De tudo, as experiencias impares de estar mais pertinho Dele, quer dentro de uma Instituiçao Religiosa, quer dentro de uma nova religião abrangente, gigante, completa. Gratidão pelo marido excepcional, pela vida modesta, simples, feliz. Vontade imensa de agrada-lO sempre mais. Vontade imensa de assumir meu hijab, ainda falta-me primeiramente coragem. Mas vamos por partes. Um dia eu sei que chego lá. Obrigada meu Deus pela vida! Que venha mais um ano. InshAllah.